Orgânicos e Hidropônicos
Orgânicos x Hidropônicos
Com a atual variedade de produtos nos supermercados, fica difícil para o consumidor não se confundir entre tantos nomes: natural, hidropônico, processado, orgânico… A seguir, veremos com mais detalhes cada uma dessas denominações.
Em princípio, vale lembrar de que toda verdura, fruta ou legume é natural, já que o homem pode apenas reproduzir plantas a partir de sementes ou outras partes de plantas, multiplicando-as através da agricultura. Ou seja, independentemente do sistema em que foram produzidos (convencional ou orgânico), do grau de contaminação ou da qualidade nutricional que apresentem, qualquer verdura, legume ou fruta é natural. Portanto, a palavra “natural” indicada nas embalagens não significa que o produto esteja isento de agrotóxicos e outras substâncias que trazem riscos para a saúde humana.
Os produtos lavados, cortados e embalados, usados para facilitar a vida da dona de casa, continuam sendo verduras e legumes convencionais, ou seja, que receberam agrotóxicos e adubos químicos; apenas já foram selecionados pela indústria. Atualmente, é possível encontrar produtos higienizados e processados que foram produzidos no sistema orgânico e que por isso, não contêm agrotóxicos nem qualquer outro produto potencialmente tóxico. Para encontrá-los, basta verificar na embalagem a palavra “orgânico” juntamente com o selo de uma instituição certificadora. Desta forma, o consumidor terá a certeza de que os produtos processados seguiram, de fato, todas as normas de produção que geram alimentos saudáveis, como são os orgânicos.
O hidropônico é um alimento produzido sem a presença do solo e sempre em ambiente protegido, ou seja, em estufa. Cultivado sobre suportes artificiais, em água, recebe soluções químicas para nutrição e tratamento de eventuais doenças.
O produto orgânico, ao trazer este nome na embalagem juntamente com o selo de uma Instituição Certificadora, demonstra a quem o compra muito mais que um alimento isento de substâncias nocivas à saúde. Ao ser gerado dentro de um sistema produtivo que preservou o ambiente natural, o produto orgânico contribui para a melhor qualidade de vida não de um consumidor isolado, mas de toda a sociedade.
HIDROPONIA:
Postado por Daniele Schmidt – Sítio São Bento às 12:45
Extraído do Site: http://agroecologiaesaude.blogspot.com/2009/08/saude-organicos.html
Lâpadas envenenam trabalhadores
Lâmpadas “ecológicas” envenenam trabalhadores
Centenas de trabalhadores fabris estão ficando doentes devido ao mercúrio utilizado em lâmpadas com destino para o ocidente.
QUANDO os consumidores britânicos forem obrigados a comprar lâmpadas economizadoras a partir de 2012, eles irão evitar até 5 milhões de toneladas de dióxido de carbono de serem lançadas, anualmente, na atmosfera. Contudo, na China, um alto preço ambiental está a ser pago devido à produção de lâmpadas “ecológicas” em fábricas que procuram baixar os custos.
Grande número de trabalhadores chineses foram envenenados pelo mercúrio, o qual faz parte das lâmpadas fluorescentes compactas. Um aumento súbito da procura estrangeira, despoletado por uma directiva da União Europeia que torna estas lâmpadas obrigatórias dentro de três anos, levou também à reabertura de minas de mercúrio que arruinaram o ambiente.
Médicos, reguladores, advogados e tribunais na China – que fornece dois terços das lâmpadas fluorescentes compactas na Grã-Bretanha – estão cada vez mais alertas para os potenciais impactos na saúde pública de uma indústria que se promove a si própria como amiga da terra, mas que depende do altamente tóxico mercúrio.
Fazer as ampolas exige que os trabalhadores manuseiem o mercúrio ou na forma sólida ou na forma líquida porque uma pequena quantidade do metal é colocada em cada ampola para iniciar a reacção química que cria a luz.
O mercúrio é reconhecido como um perigo para a saúde pelas autoridades em todo o mundo porque a sua acumulação no corpo pode danificar o sistema nervoso, os pulmões e os rins, sendo uma ameaça em particular para os bébés no ventre e para as crianças jovens.
Os riscos são ilustrados pelas orientações do governo britânico, que dizem que se uma lâmpada fluorescente compacta for quebrada na casa, o quarto deve ser evacuado durante 15 minutos devido ao perigo de inalação do vapor de mercúrio.
Documentos emitidos pelo Ministério de Saúde da China, instruções aos médicos e propaganda sobre saúde ocupacional, todos descrevem o envenenamento por mercúrio em fábricas de produtos de iluminação como uma preocupação crescente de saúde pública.
“Mulheres grávidas e mães que estão a dar de mamar não devem ser permitidas de trabalhar numa unidade onde esteja presente o mercúrio”, afirma um manual oficial.
Na China do sul, lâmpadas fluorescentes compactas com destino aos consumidores ocidentais estão a ser feitas em fábricas que vão desde unidades de alta-tecnologia das multinacionais até fábricas de trabalho precário (sweat-shops), com normas muito variáveis de saúde e segurança.
Testes efectuados em centenas de empregados encontraram níveis perigosamente altos de mercúrio nos seus corpos e muitos solicitaram tratamento hospitalar, de acordo com entrevistas com os trabalhadores, médicos e funcionários de saúde nas cidades de Foshan e Guangzhou.
Dezenas de trabalhadores entrevistados sob condição de anonimato descreveram estar a viver com o medo de envenenamento com mercúrio. Deram relatos detalhados dos teste médicos que muitos trabalhadores tinham níveis perigosos da toxina na sua urina.
“Nos testes, o conteúdo de mercúrio no meu sangue e na urina excediam o normal mas eu não fui enviado para o hospital porque os administradores disseram que eu era forte e que o mercúrio seria descontaminado do meu sistema imunitário”, disse uma jovem empregada, que forneceu o seu cartão de identidade.
“Duas das minhas amigas foram enviadas para o hospital numa semana”, acrescentou, dando também os seus nomes.
“Se me pedissem para trabalhar no interior da oficina eu não o faria, não importa quanto me pagassem”, disse um outro trabalhador.
Médicos em dois centros regionais de saúde disseram que tinham recebido doentes no passado provenientes da fábrica da Osram em Foshan, um grande produtor para o mercado britânico.
No entanto, a companhia disse num comunicado que os últimos testes efectuados nos seus funcionários não tinham encontrado ninguém com níveis elevados de mercúrio. Acrescentou que as autoridades locais tinham fornecido documentos em 2007 e 2008 para certificar que a fábrica observava as normas ambientais exigidas.
A Osram disse que usou a mais recente tecnologia que emprega o mercúrio sólido para manter os elevados padrões de higiene industrial equivalentes aos usados na Alemanha. Advogados do Trabalho disseram que a Osram, como um responsável empresa multi-nacional, era, provavelmente, o melhor empregador num sector de risco e as condições nas fábricas de propriedade chinesa eram, muitas vezes, bastante piores.
Um levantamento da literatura especializada e relatórios publicados pela imprensa estatal mostra centenas de trabalhadores em fábricas pertença de chineses tendo sido envenenados por mercúrio ao longo da última década.
Num caso, os oficiais da cidade de Foshan intervieram para ordenar exames médicos aos trabalhadores na fábrica de iluminação Nanhai Feiyang após receberem uma petição alegando condições perigosas, de acordo com um relatório no jornal Diário de Nanfang. Os testes detectaram que 68 dos 72 trabalhadores estavam envenenados de uma forma tão grave que exigiam hospitalização.
Uma revista médica especializada, publicada pelo Ministério da Saúde, descreve outra fábrica de lâmpadas fluorescentes compactas em Jinzhou, na China central, onde 121 dos 123 empregados tinham níveis de mercúrio em excesso. Um homem tinha um nível de 150 vezes o padrão aceito.
O mesmo jornal identificou uma fábrica de lâmpadas fluorescentes compactas em Anyang, na China Oriental, onde 35% dos trabalhadores sofreram intoxicação por mercúrio, e a descarga industrial contendo a toxina foi directo para o abastecimento de água.
Ele também relatou uma análise de 18 fábricas de lâmpadas perto de Xangai, que descobriu que os níveis de exposição ao mercúrio foram maiores para os trabalhadores que faziam as novas lâmpadas fluorescentes compactas do que para as outras lâmpadas que contêm o metal.
Na China, as pessoas têm conhecimento de propriedades tóxicas do elemento há mais de 2.000 anos, porque existe uma lenda de que o primeiro imperador, Qin, morreu em 210 a.C. após a ingestão de uma pílula de mercúrio e jade que pensou lhe iria conceder a vida eterna.
No entanto, a dimensão dos problemas de saúde pública nos últimos tempos, causada pela mineração de mercúrio e pelo papel do metal na poluição industrial está começando a surgir apenas com o crescimento de uma sociedade civil na China e com o aparecimento de advogados preparados para enfrentar os poderosos governos locais e empresas.
Um tribunal em Pequim acaba de desbravar novo terreno na lei de acidentes de trabalho ao aceitar a ouvir um caso sem relação com lâmpadas, mas movido por um queixoso que está buscando £ 375.000 em compensação por envenenamento agudo por mercúrio, que ele alega destruiu o seu sistema digestivo.
O potencial de litígios pode ser maior na paisagem montanhosa arruinada da província de Guizhou, no sudoeste, onde o mercúrio tem sido minado há séculos. O terreno está cheio de cicatrizes e muitas das pessoas que abandonaram o local.
Até recentemente, as condições eram medievais. Os mineiros desbastaram pedaços de rocha com veios de cinábrio, a principal fonte comercial de mercúrio. Inalaram poeiras e vapores tóxicos enquanto o material fervilhava em caldeirões primitivos para extrair o mercúrio. Ninguém usava uma máscara ou uma roupa de protecção.
“Os nossos antepassados têm feito mineração de mercúrio desde a Dinastia Ming [1368-1644], e, nos tempos antigos, não havia poluição proveniente de tais minas pequenas”, disse um agricultor de 72 anos de idade, chamado Shen.
“Mas nos tempos modernos milhares de mineiros vieram à nossa terra, cavaram-na e despejaram produtos químicos para limpar os resíduos. Os nossos búfalos de água cresceram definhados por beber a água e as nossas culturas viraram cinzentas. O nosso povo caiu doente e não viveu por muito tempo. Todos que puderam foram embora. “
O governo fechou todas as grandes operações de mineração de mercúrio na região nos últimos anos em resposta a uma queda nos preços e devido a uma preocupação com os rios mortos, campos envenenados e habitantes doentes.
Mas o The Sunday Times descobriu que neste canto remoto de uma província atingida pela pobreza, a demanda europeia por mercúrio trouxe os mineiros de volta.
Um empresário chinês, Zhao Yingquan, pagou £ 1,5 milhões pelos direitos de uma antiga mina estatal. A empresa de mineração Luo Xi usou milhares de prisioneiros para escavar o seu primeiro poço e túneis na década de 1950.
“Estamos nos últimos estágios de preparação da mina para iniciar as operações de novo no segundo semestre deste ano”, disse um gerente no local, chamado Su.
Em Tongren, uma cidade onde o mercúrio era processada para a venda, um velho operário falou sobre os dias quando os locais trabalhavam como escravos dia e noite para extrair as preciosas gotas do metal prateado.
“Trabalhei 40 anos numa mina e agora o meu corpo está cheio de doenças e os meus pulmões estão acabados”, disse.
Reportagem adicional: Sara Hashash
Notícia original: The Sunday Times, 3 Maio 2009 – Michael Sheridan, Fost
EXTRAÍDO DE: http://www.blogtok.com/index.php?tipo=blog&accao=ler&id=14274
em 14.01.2010
O perigo das lâmpadas
Novembro 29, 2007 por Gabriela Jorge
Qual o real perigo das lâmpadas para o meio ambiente? Existem pelo menos doze elementos nas lâmpadas que podem causar impactos negativos ao meio ambiente, porém, o grande vilão é o mercúrio, substância que em condições normais transforma-se rapidamente em gás. O aterro sanitário é hoje o principal destino das lâmpadas ao final de sua vida útil. Lá as substâncias contidas nas lâmpadas contaminam o solo e, posteriormente, os cursos d’água. O mercúrio, nosso grande vilão, é bioconcentrado, ou seja, a contentração de mercúrio aumenta nos organismos animais com a passagem através da cadeia alimentar. Desta forma, ao final da cadeia alimentar a concetração estará muito maior que no início sendo perigosa para o próprio animal ou para quem o consome. A via respiratória é a que mais absorve mercúrio no organismo humano, além da manifestação tóxica dessa substância também ocorrer nas células do sistema nervoso causando tremores nas mãos e comportamentos anormais e introvertidos. Um dos exemplos de envenenamento por mercúrio acontece nos anos 50 no Japão, quando mulheres foram expostas a altos níveis da substância através do consumo de peixes. O resultado: seus filhos e netos desenvolveram múltiplos sintomas neurológicos como microcefalia e atrofia do cérebro. Mas não é só nas lâmpadas que o mercúrio é encontrado. Devido às suas propriedades, ele é componente de pilhas, baterias e lâmpadas fluorescentes, entre outros. Segundo estudos da Associação Brasileira da Indústria de Iluminação (Abilux), o Brasil importa anualmente cerca de 300 toneladas de mercúrio metálico. Já o descarte das lâmpadas gira em torno de 80 milhões de unidades (dados de 2003). Desse total, apenas 3% tem destinação ambientalmente adequada pela destruição e descontaminação. Quais são as alternativas? Em termos de matérias-primas, a reutilização das lâmpadas seria a solução mais eficiente, porém ainda não é viável tecnologicamente. No mundo, já existem hoje diversas alternativas para as lâmpadas, entre elas, a moagem com a separação dos componentes. Essa e outras técnicas já são desenvolvidas em diversas empresas no Brasil. Outro fato interessante, é que cerca de 99% dos elementos das lampadas são materiais facilmente recicláveis: o mercúrio pode ser reutilizado na fabricação de novas lâmpadas e termômetros, entre outros; o vidro pode ser utilizado na fabricação de contêiners além de poder ser misturado ao asfalto; e o aluminio, que tem múltiplas reutilizações. O mais importante a ser feito é não jogar as lâmpadas em qualquer lugar. Procure a Secretaria do Meio Ambiente de sua cidade e verifique o local de coleta das lâmpadas para posterior envio às empresas especializadas na separação dos componentes das lâmpadas.
extraído de: http://recicla.wordpress.com/2007/11/29/o-perigo-das-lampadas/
Educação em roda – Vale do Jequitinhonha
Pra lá de emocionante, o trabalho do Tião Rocha e das pessoas das 18 comunidades com que trabalha é um exemplo pra todo o mundo. Em pleno semi-árido, na região mais seca e com menor IDH do Brasil, a comida brota o ano inteiro em hortas verdes regadas da solidariedade e amor que transborda nos olhos desses moradores. Tião criou o IPDH índice de potencial de desenvolvimento humano: todo mundo tem o que ensinar e potencializar o desenvolvimento de todos. Lindo. Bora fazê.
Os três vídeos estão nos links que seguem
O Mundo de Acordo com a Monsanto
Talvez muitos adjetivos possam descrever o documentário O Mundo de Acordo com a Monsanto; “revelador” é o que melhor me soa nesse momento. Isso significa que quem não quer saber das verdades que se colocam em nossas mesas todos os dias e organizam a nossa sociedade-zinha, não precisa ver. E continua… contribuindo com um sistesma centrado na exploração humana, animal, ambiental, que tem por consequência destruir a nossa saúde de uma maneira bem suave, lentamente, a gente quase não associa a vida que a gente leva, os condicionamentos do nosso pensamento, as limitações da nossa felicidade com o que a gente come. E tudo isso é brutal. Esse seria o segundo adjetivo, talvez.
Dirigido pela francesa, jornalista independente, Marie-Monique Robin. Admirável!
Na primeira semana de dezembro, a Prof.a. Larissa, do Depto de Geografia da USP, organizou um encontro entre Alex Kawakamir do MST de São Paulo, Raphael da Cruz, do Greenpeace, e a diretora Marie-Monique Robin para discutir o tema “transgênicos”.
ou, se preferir a Radical Livros já editou a versão em português:
http://www.radicallivros.com.br/loja/
Consciência Negra
Ipea lança livro “Desigualdades raciais”, com download gratuito
21/11/2008
O Ipea lançou ontem (20/11), no Dia da Consciência Negra, o livro “Desigualdades raciais, racismo e políticas públicas 120 anos após a abolição”.
O livro traz análises inéditas sobre a política de cotas brasileira e sobre os números dos censos e Pnads desde 1890 que confirmam que a população brasileira volta em 2007 a ser de maioria negra como fora no primeiro registro oficial confiável, de 1890.
O mais novo lançamento do Ipea está disponível na íntegra gratuitamente no sítio eletrônico do Ipea (www.ipea.gov.br). Basta clicar sobre a reprodução da capa e, na página da sinopse, clicar em “acesse o documento”.
“Não é que o Brasil esteja se tornando uma nação de negros, mas está se assumindo como tal”, destaca o pesquisador Sergei Soares, um dos autores do livro.
Para o organizador do livro, Mário Theodoro, diretor de Cooperação e Desenvolvimento do Ipea, é muito importante essa tomada de consciência da população negra e a conquista de direitos no Brasil. “Mas os negros vivem ainda hoje uma situação de enorme desigualdade em relação à população branca. Com menos empregos, salários menores, menos acesso a escola e universidade, muito menos acesso a rede de saneamento básico e muito mais pobreza.”
O livro apresenta um conjunto de estudos enfocando diversos aspectos da questão racial no Brasil.
- Cap 1. Inicia com um enfoque histórico que analisa a formação do mercado de trabalho brasileiro à luz do passado escravista e da transição para o trabalho livre.
- Cap 2. Sobre a discriminação racial e a ideologia do branqueamento que ganham força, sobretudo a partir da abolição.
- Cap 3. Trata do tema racial tendo em vista as diferentes abordagens do estudo da questão da mobilidade social, proporcionando um rico quadro da trajetória dos estudos sobre o assunto.
- Cap 4 e 5. Tratam dos dados mais recentes sobre as desigualdades raciais, extraídos da Pnad: um sobre os aspectos demográficos outro sobre os diferencias de renda.
- Cap 6. Analisa as políticas públicas de combate à desigualdade racial no Brasil seus limites e abrangência.
- Cap 7. São apresentadas algumas conclusões com base no que foi discutido nos capítulos anteriores.
Autores:
MÁRIO THEODORO (organizador)
A formação do mercado de trabalho e a questão racial no Brasil.
LUCIANA JACCOUD
O combate ao racismo e à desigualdade racial: o desafio das políticas públicas de promoção da igualdade racial.
RAFAEL OSÓRIO
Desigualdade racial e mobilidade social no Brasil: um balanço das teorias.
SERGEI SOARES
As desigualdades raciais no Brasil – a trajetória a partir dos dados da Pnad.
Para baixar o livro basta acessar www.ipea.gov.br e clicar na reprodução da capa no link livraria (à dreita)
TRANSGÊNICOS
TRANSGÊNICOS: As sementes do mal. A silenciosa contaminação de solos e alimentos.
Antônio Inácio Andrioli e Richard Fuchs (orgs)
EDITORA EXPRESSÃO POPULAR
ISBN: 978-85-7743-061-1
Número de páginas: 280
Preço: R$ 15,00
Sobre o livro…
A contaminação do solo por pesticidas e transgênicos, a intoxicação de animais e pessoas e a alteração genética provocada espontaneamente em culturas convencionais ou variantes selvagens, e entre diferentes espécies, decorrentes do cultivo de transgênicos, causando problemas ambientais ainda imprevisíveis, é um dos temas centrais deste livro, do qual derivam as várias análises multifocais que acabam por englobar os aspectos histórico-ambiental, econômico, socioambiental, político–judicial e político-econômico que envolvem os processos de liberação e comercialização para consumo de OGMs. <.O \nlivro relata a sensível alteração no âmbito da agricultura, saúde e ambiente, em \npouco tempo de experiência com plantio e consumo de derivados de OGM que fizeram \ncom que grande parte dos estados da UE se declarassem territórios livres de \ntransgênicos e se criassem as condições para que mercados, como o europeu e o \nchinês, priorizem hoje a importação exclusiva de grãos convencionais para seu \nconsumo interno, na alimentação. Também se explora as relações políticas e \neconômicas que interferem especificamente sobre a comercialização da soja no \nmundo, em determinados países da América Latina e no Brasil, com sua posição \nestratégica neste quadro.\ndescaso com pesquisas e a negligência com as medidas de precaução e de \nbiossegurança são exemplificados e contextualizados pelas relações e operações \npolítico-econômicas envolvendo os agentes interessados no tema. A necessidade de \nanalisar efeitos, em longo prazo, ambientais e de saúde, decorrentes da presença \nde OMGs no ambiente em contraste com o agressivo avanço do lobby dos \ntransgênicos sobre a regulamentação jurídica ambiental e as diretrizes políticas \ntraçadas em diversas instâncias, associado às políticas locais de certos países \ne estados são pontos explorado em detalhes por alguns dos artigos. \.Dos \nepisódios mais chocantes, envolvendo mafiosas e violentas ações de grupos \nparamilitares, contaminações criminosas e irreversíveis danos ao ambiente e \nagricultores, chantagem e pressões judiciais encerradas em casos sigilosos, até \no famoso escândalo da Syngenta, por causa da comercializou do milho bt 10 por bt \n11 (causando milhares de casos de distúrbios de saúde na população dos EUA), \nservem de intrigantes exemplificações dos arranjos, locais ou internacionais, \nentre centros de pesquisa, transnacionais, lobbistas e políticos, e/ ou \ninstituições de referência, na tentativa de impor a produção e a comercialização \ndos transgênicos de forma incauta. As análises do livro apresentam os bastidores \ne as interrrelações entre as grandes corporações, suas estratégias e também os \nindesejáveis e frustantes resultados obtidos em inúmeros casos, e a falibilidade \nde uma resposta unívoca em relação à questão dos \ntransgênicos.”,1]
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O livro relata a sensível alteração no âmbito da agricultura, saúde e ambiente, em pouco tempo de experiência com plantio e consumo de derivados de OGM que fizeram com que grande parte dos estados da UE se declarassem territórios livres de transgênicos e se criassem as condições para que mercados, como o europeu e o chinês, priorizem hoje a importação exclusiva de grãos convencionais para seu consumo interno, na alimentação. Também se explora as relações políticas e econômicas que interferem especificamente sobre a comercialização da soja no mundo, em determinados países da América Latina e no Brasil, com sua posição estratégica neste quadro.
O descaso com pesquisas e a negligência com as medidas de precaução e de biossegurança são exemplificados e contextualizados pelas relações e operações político-econômicas envolvendo os agentes interessados no tema. A necessidade de analisar efeitos, em longo prazo, ambientais e de saúde, decorrentes da presença de OMGs no ambiente em contraste com o agressivo avanço do lobby dos transgênicos sobre a regulamentação jurídica ambiental e as diretrizes políticas traçadas em diversas instâncias, associado às políticas locais de certos países e estados são pontos explorado em detalhes por alguns dos artigos.
Dos episódios mais chocantes, envolvendo mafiosas e violentas ações de grupos paramilitares, contaminações criminosas e irreversíveis danos ao ambiente e agricultores, chantagem e pressões judiciais encerradas em casos sigilosos, até o famoso escândalo da Syngenta, por causa da comercializou do milho bt 10 por bt 11 (causando milhares de casos de distúrbios de saúde na população dos EUA), servem de intrigantes exemplificações dos arranjos, locais ou internacionais, entre centros de pesquisa, transnacionais, lobbistas e políticos, e/ ou instituições de referência, na tentativa de impor a produção e a comercialização dos transgênicos de forma incauta. As análises do livro apresentam os bastidores e as interrrelações entre as grandes corporações, suas estratégias e também os indesejáveis e frustantes resultados obtidos em inúmeros casos, e a falibilidade de uma resposta unívoca em relação à questão dos transgênicos. Os \ndiversos autores apresentam enfoques variados sobre o assunto, revelando, em \ngeral de forma explícita, a relação entre pesquisadores, empresas, políticos, \nadvogados, agricultores, comerciantes, etc e a atuação de diversas ONGs e de \ngrupos de trabalhadores da saúde e mesmo a reação isolada de alguns, em \nconjunções ou oposições de interesses nos diversos contextos.O conjunto de \nartigos acaba por traçar de forma elucidativa e nítida as configurações de poder \ne de forças por trás desta guerra que apresenta, por um lado Estados e \ntransnacionais focados na conquista de um monopólio alimentar como forma de \ncontrole econômico e, de outro, a luta incessante pelo direito à soberania \nalimentar dos povos e proteção ambiental. O \npropósito do livro é munir o leitor de informações adequadas para o conhecimento \ne entendimento dos reais riscos envolvidos na utilização de transgênicos, \nreunindo diversos casos e enfoques sobre o tema, proporcionando uma argumentação \nválida, calcada em fatos reais, resultados científicos e análises abrangentes e \ncoerentes, para o cidadão-consumidor brasileiro em relação às suas escolhas e \ndireitos, dentro de uma discussão mais geral sobre a condução pública da \nquestão, que, no momento, tem desrespeitado leis internacionais de precaução e \nbiossegurança.
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Os diversos autores apresentam enfoques variados sobre o assunto, revelando, em geral de forma explícita, a relação entre pesquisadores, empresas, políticos, advogados, agricultores, comerciantes, etc e a atuação de diversas ONGs e de grupos de trabalhadores da saúde e mesmo a reação isolada de alguns, em conjunções ou oposições de interesses nos diversos contextos.O conjunto de artigos acaba por traçar de forma elucidativa e nítida as configurações de poder e de forças por trás desta guerra que apresenta, por um lado Estados e transnacionais focados na conquista de um monopólio alimentar como forma de controle econômico e, de outro, a luta incessante pelo direito à soberania alimentar dos povos e proteção ambiental.
O propósito do livro é munir o leitor de informações adequadas para o conhecimento e entendimento dos reais riscos envolvidos na utilização de transgênicos, reunindo diversos casos e enfoques sobre o tema, proporcionando uma argumentação válida, calcada em fatos reais, resultados científicos e análises abrangentes e coerentes, para o cidadão-consumidor brasileiro em relação às suas escolhas e direitos, dentro de uma discussão mais geral sobre a condução pública da questão, que, no momento, tem desrespeitado leis internacionais de precaução e biossegurança.
Entrevista de Antônio Inácio Andrioli sobre a liberação do milho transgênico…
Carta Capital: 15/02/2008. 17:39:56: <!–
http://www.cartacapital.com.br/app/materia.jsp?a=2&a2=7&i=130 e http://www.andrioli.com.br
Lançamento durante a semana do Meio Ambiente…
São Paulo/SP: dia 7/6 no Parque da Água Branca, Feira de Orgânicos (AAO), com presença de IDEC, Greenpeace, etc.
Santa Rosa/ RS: durante a realização do IV Seminário Internacional sobre Formação Docente XV Semana de Educação Ambiental XI Encontro Nacional de Educação, promovido pela Unijuí.
Mais detalhes entre em contato…
Leandra Yunis * (11) 3105 9500 * divulgacao@expressaopopular.com.br
