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o mundo… sob um certo olhar – e interação

Casa de Sementes

http://www.esplar.org.br/produtos/sementes.htm

Como surgiram, funcionam e quem pode se associar às casas de sementes Casa de Sementes (denominadas, em alguns lugares, Bancos de Sementes) são organizações comunitárias que visam a auto-suficiência dos agricultores e agricultoras familiares, no abastecimento de sementes de espécies importantes para a agricultura local. As Casas de Sementes surgiram no Brasil na década de 1970, por iniciativa da igreja católica junto a diversas comunidades de vários estados do nordeste brasileiro. Naquela época, a população sofria tanto com as secas periódicas, que castigavam essa região do País, aumentando a fome e deixando-a em condições de extrema miséria, como também por causa da perseguição política e repressão. Foi a partir dessa realidade a seca e o povo reprimido que surgiu a proposta de criar Casas de Sementes. No início, o principal objetivo era garantir às famílias sementes armazenadas para o plantio quando caíssem as primeiras chuvas e, assim, deixar de depender do patrão, trocando dias de serviço por sementes para o plantio de seus roçados. Além da possibilidade de autonomia, as Casa de Sementes tornaram-se um importante espaço para realização de reuniões, conversas e debates sobre os problemas das comunidades. Para formar uma Casa de Sementes Comunitária, as pessoas interessadas devem estabelecer, coletivamente, quais as necessidades do grupo, levando em conta a quantidade e a variedade de sementes. A partir daí, estipula-se a quantia que cada um deverá depositar para dar início ao trabalho. As Casas de Sementes funcionam através do sistema de “empréstimo e devolução”. A quantidade de sementes a ser emprestada a cada sócio/sócia para o plantio de seu roçado, bem como o percentual de acréscimo dado a essa quantidade na hora da devolução, são normas internas de cada Casa de Sementes, definidas coletivamente. O controle do estoque de cada Casa de Sementes é feito por uma coordenação local, através de fichas de registro de entrada e saída das sementes, cadastro de sócios e recibos. Qualquer pessoa, homem ou mulher, ainda que seja da mesma família pode ser sócia da Casa de Sementes. Basta que tenha identificação com a proposta defendida e compromisso com o trabalho coletivo. A participação das mulheres como sócias das Casas de Sementes tem especial Importância, pois, além de contribuir para sua autonomia, é um Instrumento de comprovação da sua profissão de agricultora.

4 de novembro de 2009 Publicado por | Saber e fazer | , , | Deixe um comentário

TRANSGÊNICOS

RELEASE

TRANSGÊNICOS: As sementes do mal. A silenciosa contaminação de solos e alimentos.

Antônio Inácio Andrioli e Richard Fuchs (orgs)

EDITORA EXPRESSÃO POPULAR

www.expressaopopular.com.br

ISBN: 978-85-7743-061-1
Número de páginas: 280
Preço: R$ 15,00

Sobre o livro…

A contaminação do solo por pesticidas e transgênicos, a intoxicação de animais e pessoas e a alteração genética provocada espontaneamente em culturas convencionais ou variantes selvagens, e entre diferentes espécies, decorrentes do cultivo de transgênicos, causando problemas ambientais ainda imprevisíveis, é um dos temas centrais deste livro, do qual derivam as várias análises multifocais que acabam por englobar os aspectos histórico-ambiental, econômico, socioambiental, político–judicial e político-econômico que envolvem os processos de liberação e comercialização para consumo de OGMs. <.O \nlivro relata a sensível alteração no âmbito da agricultura, saúde e ambiente, em \npouco tempo de experiência com plantio e consumo de derivados de OGM que fizeram \ncom que grande parte dos estados da UE se declarassem territórios livres de \ntransgênicos e se criassem as condições para que mercados, como o europeu e o \nchinês, priorizem hoje a importação exclusiva de grãos convencionais para seu \nconsumo interno, na alimentação. Também se explora as relações políticas e \neconômicas que interferem especificamente sobre a comercialização da soja no \nmundo, em determinados países da América Latina e no Brasil, com sua posição \nestratégica neste quadro.\ndescaso com pesquisas e a negligência com as medidas de precaução e de \nbiossegurança são exemplificados e contextualizados pelas relações e operações \npolítico-econômicas envolvendo os agentes interessados no tema. A necessidade de \nanalisar efeitos, em longo prazo, ambientais e de saúde, decorrentes da presença \nde OMGs no ambiente em contraste com o agressivo avanço do lobby dos \ntransgênicos sobre a regulamentação jurídica ambiental e as diretrizes políticas \ntraçadas em diversas instâncias, associado às políticas locais de certos países \ne estados são pontos explorado em detalhes por alguns dos artigos. \.Dos \nepisódios mais chocantes, envolvendo mafiosas e violentas ações de grupos \nparamilitares, contaminações criminosas e irreversíveis danos ao ambiente e \nagricultores, chantagem e pressões judiciais encerradas em casos sigilosos, até \no famoso escândalo da Syngenta, por causa da comercializou do milho bt 10 por bt \n11 (causando milhares de casos de distúrbios de saúde na população dos EUA), \nservem de intrigantes exemplificações dos arranjos, locais ou internacionais, \nentre centros de pesquisa, transnacionais, lobbistas e políticos, e/ ou \ninstituições de referência, na tentativa de impor a produção e a comercialização \ndos transgênicos de forma incauta. As análises do livro apresentam os bastidores \ne as interrrelações entre as grandes corporações, suas estratégias e também os \nindesejáveis e frustantes resultados obtidos em inúmeros casos, e a falibilidade \nde uma resposta unívoca em relação à questão dos \ntransgênicos.”,1]
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O livro relata a sensível alteração no âmbito da agricultura, saúde e ambiente, em pouco tempo de experiência com plantio e consumo de derivados de OGM que fizeram com que grande parte dos estados da UE se declarassem territórios livres de transgênicos e se criassem as condições para que mercados, como o europeu e o chinês, priorizem hoje a importação exclusiva de grãos convencionais para seu consumo interno, na alimentação. Também se explora as relações políticas e econômicas que interferem especificamente sobre a comercialização da soja no mundo, em determinados países da América Latina e no Brasil, com sua posição estratégica neste quadro.

O descaso com pesquisas e a negligência com as medidas de precaução e de biossegurança são exemplificados e contextualizados pelas relações e operações político-econômicas envolvendo os agentes interessados no tema. A necessidade de analisar efeitos, em longo prazo, ambientais e de saúde, decorrentes da presença de OMGs no ambiente em contraste com o agressivo avanço do lobby dos transgênicos sobre a regulamentação jurídica ambiental e as diretrizes políticas traçadas em diversas instâncias, associado às políticas locais de certos países e estados são pontos explorado em detalhes por alguns dos artigos.

Dos episódios mais chocantes, envolvendo mafiosas e violentas ações de grupos paramilitares, contaminações criminosas e irreversíveis danos ao ambiente e agricultores, chantagem e pressões judiciais encerradas em casos sigilosos, até o famoso escândalo da Syngenta, por causa da comercializou do milho bt 10 por bt 11 (causando milhares de casos de distúrbios de saúde na população dos EUA), servem de intrigantes exemplificações dos arranjos, locais ou internacionais, entre centros de pesquisa, transnacionais, lobbistas e políticos, e/ ou instituições de referência, na tentativa de impor a produção e a comercialização dos transgênicos de forma incauta. As análises do livro apresentam os bastidores e as interrrelações entre as grandes corporações, suas estratégias e também os indesejáveis e frustantes resultados obtidos em inúmeros casos, e a falibilidade de uma resposta unívoca em relação à questão dos transgênicos. Os \ndiversos autores apresentam enfoques variados sobre o assunto, revelando, em \ngeral de forma explícita, a relação entre pesquisadores, empresas, políticos, \nadvogados, agricultores, comerciantes, etc e a atuação de diversas ONGs e de \ngrupos de trabalhadores da saúde e mesmo a reação isolada de alguns, em \nconjunções ou oposições de interesses nos diversos contextos.O conjunto de \nartigos acaba por traçar de forma elucidativa e nítida as configurações de poder \ne de forças por trás desta guerra que apresenta, por um lado Estados e \ntransnacionais focados na conquista de um monopólio alimentar como forma de \ncontrole econômico e, de outro, a luta incessante pelo direito à soberania \nalimentar dos povos e proteção ambiental. O \npropósito do livro é munir o leitor de informações adequadas para o conhecimento \ne entendimento dos reais riscos envolvidos na utilização de transgênicos, \nreunindo diversos casos e enfoques sobre o tema, proporcionando uma argumentação \nválida, calcada em fatos reais, resultados científicos e análises abrangentes e \ncoerentes, para o cidadão-consumidor brasileiro em relação às suas escolhas e \ndireitos, dentro de uma discussão mais geral sobre a condução pública da \nquestão, que, no momento, tem desrespeitado leis internacionais de precaução e \nbiossegurança.

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Os diversos autores apresentam enfoques variados sobre o assunto, revelando, em geral de forma explícita, a relação entre pesquisadores, empresas, políticos, advogados, agricultores, comerciantes, etc e a atuação de diversas ONGs e de grupos de trabalhadores da saúde e mesmo a reação isolada de alguns, em conjunções ou oposições de interesses nos diversos contextos.O conjunto de artigos acaba por traçar de forma elucidativa e nítida as configurações de poder e de forças por trás desta guerra que apresenta, por um lado Estados e transnacionais focados na conquista de um monopólio alimentar como forma de controle econômico e, de outro, a luta incessante pelo direito à soberania alimentar dos povos e proteção ambiental.

O propósito do livro é munir o leitor de informações adequadas para o conhecimento e entendimento dos reais riscos envolvidos na utilização de transgênicos, reunindo diversos casos e enfoques sobre o tema, proporcionando uma argumentação válida, calcada em fatos reais, resultados científicos e análises abrangentes e coerentes, para o cidadão-consumidor brasileiro em relação às suas escolhas e direitos, dentro de uma discussão mais geral sobre a condução pública da questão, que, no momento, tem desrespeitado leis internacionais de precaução e biossegurança.

Entrevista de Antônio Inácio Andrioli sobre a liberação do milho transgênico…

Carta Capital: 15/02/2008. 17:39:56: <!–
http://www.cartacapital.com.br/app/materia.jsp?a=2&a2=7&i=130 e http://www.andrioli.com.br

Lançamento durante a semana do Meio Ambiente…

São Paulo/SP: dia 7/6 no Parque da Água Branca, Feira de Orgânicos (AAO), com presença de IDEC, Greenpeace, etc.

Santa Rosa/ RS: durante a realização do IV Seminário Internacional sobre Formação Docente XV Semana de Educação Ambiental XI Encontro Nacional de Educação, promovido pela Unijuí.

Mais detalhes entre em contato…

Leandra Yunis * (11) 3105 9500 * divulgacao@expressaopopular.com.br

25 de abril de 2008 Publicado por | DIVULGAÇÃO CIENTÍFICA | , , , | 1 Comentário

   

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